"As nuvens solitárias, vem o amanhecer trazendo.
E com elas, tímidos raios de sol se aproximam.
Os odores do sombrio orvalho desta manhã me fascinam.
O alvorecer vai com sua magia, a noite esquecendo.
As nuvens solitárias, observando-nos das alturas,
analizando minuciosamente nossos amores,
para que consigam suportar todas as suas dores,
e para que estas não ofusquem sua alvura.
As nuvens solitárias, todavia, podem amar.
Mesmo que nos estudem, ninguém que ama é feliz.
Eu, por exemplo, sou o produto de tudo o que fiz.
Sou o carrasco do meu próprio penar.
As nuvens solitárias, em sua alvura imensa,
traduzem em trovões, um urro doloroso e desesperado.
E suas lágrimas percorrem o meu telhado:
uma chuva suave, fria e densa."
quarta-feira, 9 de junho de 2010
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#Palmas
ResponderExcluirGostei do blog! bons textos!! abraço
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