"Suspiro te observando...
Analisando, fio-a-fio, teu cabelo ao vento.
Vou dormir pensando em ti, como quem não quer nada,
querendo tudo ao mesmo tempo.
Venho te estudando e não sabes.
- O quanto me encanta esse teu olhar...
Interrompe meu espaço-tempo contínuo
e expande esse pungente desejo que em mim há.
Quantas leis mais tua presença irá contrariar?
Sucumbir á ela, sei que muitas irão.
Uma constatação apenas, após infindáveis pesquisas:
Contrarias toda a mecânica quântica do meu coração"
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sábado, 4 de agosto de 2012
segunda-feira, 27 de junho de 2011
Orvalho de Lágrimas
"Tudo tem cor de lágrimas...
Nada terá vida sem voce junto à mim.
Mesmo ainda perto, parece que partes pra perto do horizonte.
Mesmo ainda comigo, parece que estás longe, tão longe...
Mesmo ainda juntos, parece que tudo está tendo seu fim.
Tudo tem cor da angústia...
A angústia de nao te ter por mais um dia.
Escrevo pra ver se te encontro em alguma esquina escura de meu coração.
Choro pra tentar fazer com que as minhas dores se vão...
Canto pra expulsar os velhos demônios dessa minha agonia.
Tudo tem a cor dos teus olhos...
Olhos que pra sempre já foram a razão do meu viver.
Olhos que foram o motivo de tanto calor, de tanto afago.
Lágrimas dos meus olhos que vêm sendo de todas as manhãs o orvalho...
Lágrimas dos meus olhos que caem sem eu nem saber porquê."
Nada terá vida sem voce junto à mim.
Mesmo ainda perto, parece que partes pra perto do horizonte.
Mesmo ainda comigo, parece que estás longe, tão longe...
Mesmo ainda juntos, parece que tudo está tendo seu fim.
Tudo tem cor da angústia...
A angústia de nao te ter por mais um dia.
Escrevo pra ver se te encontro em alguma esquina escura de meu coração.
Choro pra tentar fazer com que as minhas dores se vão...
Canto pra expulsar os velhos demônios dessa minha agonia.
Tudo tem a cor dos teus olhos...
Olhos que pra sempre já foram a razão do meu viver.
Olhos que foram o motivo de tanto calor, de tanto afago.
Lágrimas dos meus olhos que vêm sendo de todas as manhãs o orvalho...
Lágrimas dos meus olhos que caem sem eu nem saber porquê."
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terça-feira, 14 de junho de 2011
Doce Calabouço
"Minh'alma permanece em coma,
Demasiada por todas tuas palavras;
Cuidado com o amor,
Não é assim que se deve tocar;
Minh'alma permanece estática.
Confinada em ti, meu calabouço
- Doce Calabouço -
no qual padeço, por te amar.
Vomito versos, engulo palavras;
Enjôo de meu próprio sabor...
Marinando meu suco gástrico.
Em tua boca fervente de amor;
Sangra meu coração;
de tanto amor etílico que tenho por ti.
Tusso-o sangrento pra fora,
pra te lembrar do que já me esqueci.
Que sangue tem meu coração, se não és tu que bombeia em mim?!
Que coração é esse, no qual a dor nao tem mais fim?!"
Poesia conjunta com um grande amigo, também poeta, Rodrigo Marques de Andrade, sendo a primeira, a terceira estrofe, e o primeiro verso livre, no final, de autoria dele.
Segue o link das poesias do Rodrigo: http://sitedepoesias.com/poetas/rodrigodepressao
Demasiada por todas tuas palavras;
Cuidado com o amor,
Não é assim que se deve tocar;
Minh'alma permanece estática.
Confinada em ti, meu calabouço
- Doce Calabouço -
no qual padeço, por te amar.
Vomito versos, engulo palavras;
Enjôo de meu próprio sabor...
Marinando meu suco gástrico.
Em tua boca fervente de amor;
Sangra meu coração;
de tanto amor etílico que tenho por ti.
Tusso-o sangrento pra fora,
pra te lembrar do que já me esqueci.
Que sangue tem meu coração, se não és tu que bombeia em mim?!
Que coração é esse, no qual a dor nao tem mais fim?!"
Poesia conjunta com um grande amigo, também poeta, Rodrigo Marques de Andrade, sendo a primeira, a terceira estrofe, e o primeiro verso livre, no final, de autoria dele.
Segue o link das poesias do Rodrigo: http://sitedepoesias.com/poetas/rodrigodepressao
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domingo, 8 de maio de 2011
Vem Felicidade
"Vem Felicidade, e leva embora essa angústia
que me atormenta e me consome por inteiro.
Que me mata lentamente, e me frusta.
Leve-a. Antes que ela me leve primeiro.
Vem Felicidade, e me leva pra longe daqui.
Leva-me pra perto do teu calor.
Leva-me pra onde ninguém nunca se lembre que eu existi.
Leva-me pra perto do teu amor.
Vem felicidade, e trás contigo a esperança,
pra que, para ela, eu possa dar a minha mão.
Vem e apaga toda o tipo de lembrança.
Vem, e faz bater forte de novo o meu coração."
que me atormenta e me consome por inteiro.
Que me mata lentamente, e me frusta.
Leve-a. Antes que ela me leve primeiro.
Vem Felicidade, e me leva pra longe daqui.
Leva-me pra perto do teu calor.
Leva-me pra onde ninguém nunca se lembre que eu existi.
Leva-me pra perto do teu amor.
Vem felicidade, e trás contigo a esperança,
pra que, para ela, eu possa dar a minha mão.
Vem e apaga toda o tipo de lembrança.
Vem, e faz bater forte de novo o meu coração."
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quarta-feira, 12 de janeiro de 2011
Madrugada Fria
"Dorme, alva fada dona do meu coração.
Dorme tranquila, que hei de velar o sono teu.
- Medo? Estou ao teu lado. Dê-me sua mão.
Não há nada neste quarto além de você e eu.
Providenciar-te-ei sempre noites quentes e serenas
acariciando teus cabelos (confundidos co'a escuridão),
oh, sílfide princesa das maiss belas falenas.
Adormeci, Perdoa-me princesa, por favor.
Inevitável foi ao teu lado eu não adormecer.
Rodeado por teus braços, aquecido por teu calor,
nessa madrugada fria, que prenuncia o alvorecer.
Madrugada essa que levará a saudade embora.
A saudade de nunca ter acordado sob teu amor.
A saudade que me torturara até agora.
Até a hora em que acordei com você ao meu lado,
despertando-me com o úmido orvalho dos teus beijos.
Com seus olhos que me deixam completamente apaixonado,
e que sempre me matam do mais doce desejo
de pro resto da minha vida desejá-los e tê-los.
Assim como quero passar a eternidade enlaçado
por teu cheiro, pelo teu toque, pelos teus pêlos.
Passaremos o dia juntos, pois longe já não mias consigo,
(o mal de saudade é certamente o pior das torturas).
E ele será perfeito mas, como na noite, haverão perigos
como o de novamente me tornar escravo da tua ternura.
E quando a noite seus negros fios de escuridão tecer
que eu possa mais uma vez estar contigo.
Que eu tenha mais uma vez o prazer de contigo adormecer."
Dorme tranquila, que hei de velar o sono teu.
- Medo? Estou ao teu lado. Dê-me sua mão.
Não há nada neste quarto além de você e eu.
Providenciar-te-ei sempre noites quentes e serenas
acariciando teus cabelos (confundidos co'a escuridão),
oh, sílfide princesa das maiss belas falenas.
Adormeci, Perdoa-me princesa, por favor.
Inevitável foi ao teu lado eu não adormecer.
Rodeado por teus braços, aquecido por teu calor,
nessa madrugada fria, que prenuncia o alvorecer.
Madrugada essa que levará a saudade embora.
A saudade de nunca ter acordado sob teu amor.
A saudade que me torturara até agora.
Até a hora em que acordei com você ao meu lado,
despertando-me com o úmido orvalho dos teus beijos.
Com seus olhos que me deixam completamente apaixonado,
e que sempre me matam do mais doce desejo
de pro resto da minha vida desejá-los e tê-los.
Assim como quero passar a eternidade enlaçado
por teu cheiro, pelo teu toque, pelos teus pêlos.
Passaremos o dia juntos, pois longe já não mias consigo,
(o mal de saudade é certamente o pior das torturas).
E ele será perfeito mas, como na noite, haverão perigos
como o de novamente me tornar escravo da tua ternura.
E quando a noite seus negros fios de escuridão tecer
que eu possa mais uma vez estar contigo.
Que eu tenha mais uma vez o prazer de contigo adormecer."
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quinta-feira, 30 de setembro de 2010
Eu
"Perdido em minha insone escuridão,
esperando apenas você pra me salvar.
Guia-me o brilho da beleza do teu olhar,
acompanha-me sua falta, minha solidão.
Busto lavado de lágrimas que caem.
Coração rasgado por frases malditas.
Apenas tristeza e amor como visitas
em minha mente, onde agora só dores cabem.
Tristeza essa que vai embora no momento
que em teus olhos me encontro perdido.
Instante que passa arrastado, subtraído...
só para que eu adormeça em teu acalento.
Entre nós, um abismo de silêncio cresceu,
trazendo aflição, e vontade de chorar.
Mas basta as palavras se tornarem amar
para que façamos de dois apenas um:
-Eu."
esperando apenas você pra me salvar.
Guia-me o brilho da beleza do teu olhar,
acompanha-me sua falta, minha solidão.
Busto lavado de lágrimas que caem.
Coração rasgado por frases malditas.
Apenas tristeza e amor como visitas
em minha mente, onde agora só dores cabem.
Tristeza essa que vai embora no momento
que em teus olhos me encontro perdido.
Instante que passa arrastado, subtraído...
só para que eu adormeça em teu acalento.
Entre nós, um abismo de silêncio cresceu,
trazendo aflição, e vontade de chorar.
Mas basta as palavras se tornarem amar
para que façamos de dois apenas um:
-Eu."
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quinta-feira, 23 de setembro de 2010
Apaixonante Maldição
"Deverias ter me roubado aquele beijo.
Por quê pensastes que eu o recusaria?
Teríamos matado o meu, e o teu, desejo,
cometendo uma simples, e sigilosa, ousadia.
Eu poderia ter roubado também, sim.
Mas com minha insegurança, não sabia
se teu coração ainda pertencia à mim,
se meu corpo junto ao teu você queria.
Estava com uma garrafa, e um cigarro na mão.
Olhando no fundo dos teus olhos, fixadamente.
Eles são os guardiões das portas do meu coração,
e que estão à todo instante em minha mente.
Um Furacão de sonhos e sentimentos, somente.
Tudo o que eu tinha em mente, eu ia te falar.
Mas perdi minha razão, completamente,
estando diante da beleza aterrorizante do teu olhar.
Quero ficar pra sempre neles confinado,
e que eles sejam os carrascos dessa minha maldição.
- Quando nasci fui apaixonadamente amaldiçoado
à queimar minha eternidade nessa nossa candente paixão."
Por quê pensastes que eu o recusaria?
Teríamos matado o meu, e o teu, desejo,
cometendo uma simples, e sigilosa, ousadia.
Eu poderia ter roubado também, sim.
Mas com minha insegurança, não sabia
se teu coração ainda pertencia à mim,
se meu corpo junto ao teu você queria.
Estava com uma garrafa, e um cigarro na mão.
Olhando no fundo dos teus olhos, fixadamente.
Eles são os guardiões das portas do meu coração,
e que estão à todo instante em minha mente.
Um Furacão de sonhos e sentimentos, somente.
Tudo o que eu tinha em mente, eu ia te falar.
Mas perdi minha razão, completamente,
estando diante da beleza aterrorizante do teu olhar.
Quero ficar pra sempre neles confinado,
e que eles sejam os carrascos dessa minha maldição.
- Quando nasci fui apaixonadamente amaldiçoado
à queimar minha eternidade nessa nossa candente paixão."
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sábado, 11 de setembro de 2010
Esgotamento Volupioso
"As bocas secas, decorrentes de nossa sede de amar.
Um suor frio expelido pela sua pele macia e quente.
Teu gosto em minha boca - Meu coração é teu somente -,
perco-me completamente na imensidão do teu olhar.
Duas bocas que se casam num beijo perfeito.
Dois amantes resumidos em apenas uma alma.
Tua aveludada voz que o meu coração acalma,
desde o alvorecer, até quando enfim me deito.
A pulsação acelerada, um esgotamento volupioso.
Tentamos saciar nossos mais insaciáveis anseios.
Com suas garras em minhas costas, me desnorteio.
Quando te toco, posso ver, em teu semblante, o teu gozo.
Com certeza, sabes o que sinto, só de olhar para mim.
Meus pelos arrepiam-se. Você me leva pra perto do Céu.
Esperarei o quanto for para que me guie ao seu mel.
Apenas quero o seu calor comigo para sempre. Até o fim."
Um suor frio expelido pela sua pele macia e quente.
Teu gosto em minha boca - Meu coração é teu somente -,
perco-me completamente na imensidão do teu olhar.
Duas bocas que se casam num beijo perfeito.
Dois amantes resumidos em apenas uma alma.
Tua aveludada voz que o meu coração acalma,
desde o alvorecer, até quando enfim me deito.
A pulsação acelerada, um esgotamento volupioso.
Tentamos saciar nossos mais insaciáveis anseios.
Com suas garras em minhas costas, me desnorteio.
Quando te toco, posso ver, em teu semblante, o teu gozo.
Com certeza, sabes o que sinto, só de olhar para mim.
Meus pelos arrepiam-se. Você me leva pra perto do Céu.
Esperarei o quanto for para que me guie ao seu mel.
Apenas quero o seu calor comigo para sempre. Até o fim."
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quarta-feira, 18 de agosto de 2010
Mar da Ilusão
"Não aguento mais viver sem ter você.
Sem tua paz, teu cheiro, teu amor.
Meus olhos já não brilham.
Meu peito está vazio,
cheio de dor.
Sem ti, hoje, nado no mais profundo mar.
O profundo e triste Mar da Ilusão.
Senti teu corpo me envolver,
submerso em devaneios...
...era apenas solidão.
Atearei o fogo dessa gélida solidão em minh'alma.
Darei uma de Nero aqui, dentro de mim.
Para que toda minha angústia
possua - finalmente -
o seu fim."
Sem tua paz, teu cheiro, teu amor.
Meus olhos já não brilham.
Meu peito está vazio,
cheio de dor.
Sem ti, hoje, nado no mais profundo mar.
O profundo e triste Mar da Ilusão.
Senti teu corpo me envolver,
submerso em devaneios...
...era apenas solidão.
Atearei o fogo dessa gélida solidão em minh'alma.
Darei uma de Nero aqui, dentro de mim.
Para que toda minha angústia
possua - finalmente -
o seu fim."
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quinta-feira, 12 de agosto de 2010
Nem nada, nem ninguém
"Não sei de onde toda essa minha tristeza advém.
Busco respostas, mas nenhuma consigo encontrar.
Tenho certeza que, desta vez, não é por amar.
Busco e não acho. Nem nada, nem ninguém.
Eu deveria ser a pessoa mais feliz do mundo,
pois estou amando quem me ama, loucamente.
Mas essa dúvida ainda em mim, tão impertinente:
'Por que eu venho me sentindo tão imundo?'
Recapitulo minha vida, noto o quanto eu era mizerável.
Escondido na escuridão da vida. Sempre sozinho.
Hoje com você, construímos juntos o nosso ninho.
Minha existência nunca foi como agora, estável.
Só o que importa é que verdadeiramente nos amamos.
Nada, nem ninguém, extinguirá essa grande sorte
de você estar na minha vida. Muito menos a morte,
pois a nossa eternidade já conquistamos."
Busco respostas, mas nenhuma consigo encontrar.
Tenho certeza que, desta vez, não é por amar.
Busco e não acho. Nem nada, nem ninguém.
Eu deveria ser a pessoa mais feliz do mundo,
pois estou amando quem me ama, loucamente.
Mas essa dúvida ainda em mim, tão impertinente:
'Por que eu venho me sentindo tão imundo?'
Recapitulo minha vida, noto o quanto eu era mizerável.
Escondido na escuridão da vida. Sempre sozinho.
Hoje com você, construímos juntos o nosso ninho.
Minha existência nunca foi como agora, estável.
Só o que importa é que verdadeiramente nos amamos.
Nada, nem ninguém, extinguirá essa grande sorte
de você estar na minha vida. Muito menos a morte,
pois a nossa eternidade já conquistamos."
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quarta-feira, 11 de agosto de 2010
Dilema
"Que vida ingrata essa em que vivemos.
Só conseguimos amar quem não nos ama.
Vida, que em vez de mar de rosas, é lama.
Temos o que podemos, e não o que queremos.
Brindamos a dor, festejamos a nossa morte.
Cheiramos a nossa alegria mal cultivada.
Injetamos ampolas de uma vida amaldiçoada.
Se esconde numa névoa de fumaça, a nossa sorte.
Tentamos achar um verdadeiro sentido para a vida.
Tentamos esconder todas as nossas dores.
Forçadamente, ufanizamos todos os nossos amores.
Forçadamente, esquecemos atitudes mal cometidas.
A solidão a nos perseguir, melhor seria não nascer,
do que ter que viver nesse terrível dilema.
[Moral da história, e de todo o poema:
nascemos sem pedir, morremos sem querer.]"
Só conseguimos amar quem não nos ama.
Vida, que em vez de mar de rosas, é lama.
Temos o que podemos, e não o que queremos.
Brindamos a dor, festejamos a nossa morte.
Cheiramos a nossa alegria mal cultivada.
Injetamos ampolas de uma vida amaldiçoada.
Se esconde numa névoa de fumaça, a nossa sorte.
Tentamos achar um verdadeiro sentido para a vida.
Tentamos esconder todas as nossas dores.
Forçadamente, ufanizamos todos os nossos amores.
Forçadamente, esquecemos atitudes mal cometidas.
A solidão a nos perseguir, melhor seria não nascer,
do que ter que viver nesse terrível dilema.
[Moral da história, e de todo o poema:
nascemos sem pedir, morremos sem querer.]"
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sexta-feira, 6 de agosto de 2010
Teu cheiro, teu olhar, tudo teu
"Esse teu cheiro que me sufoca e que me invade,
me invade de saudade do teu corpo, do teu gosto.
Que toma conta de mim, e me mata de saudade.
- Saudade da delicadeza e da alvura do teu rosto.
Teu olhar atormenta os meus sonhos, afugenta meus medos.
Meu cíume que me afaga e que, por dentro, me rasga de dor.
Tuas curvas delineadas suavemente pelos meus dedos.
- O que sinto por você, se não for o mais puro amor?"
me invade de saudade do teu corpo, do teu gosto.
Que toma conta de mim, e me mata de saudade.
- Saudade da delicadeza e da alvura do teu rosto.
Teu olhar atormenta os meus sonhos, afugenta meus medos.
Meu cíume que me afaga e que, por dentro, me rasga de dor.
Tuas curvas delineadas suavemente pelos meus dedos.
- O que sinto por você, se não for o mais puro amor?"
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terça-feira, 3 de agosto de 2010
Vício
"Desde a primeira vez que experimentei,
já sabia que nunca mais deixaria de usar.
Tudo em excesso faz mal, drogas viciam, eu sei,
mas daquela vez não houve como exitar.
É o maior nível que se pode alcançar da alegria.
É uma sensação de êxtase que não dá pra explicar.
Sem ele por muitas horas, nasce em mim uma agonia,
e um desejo assassino de minha vontade matar.
Bastou a primeira vez, pra me tornar seu escravo.
Ainda tentei por algum tempo dessa droga me livrar,
mas comprometi o meu futuro com o passado.
Tive uma recaída. Voltei loucamente a me drogar.
Hoje é um vício indispensável à minha sobrevivência.
Sem ele agora já não consigo escrever, nem pensar.
Só uma coisa me vem em mente, nessa minha infinita abstinência:
'Minha droga é o seu amor, e longe dele eu não consigo mais ficar' "
já sabia que nunca mais deixaria de usar.
Tudo em excesso faz mal, drogas viciam, eu sei,
mas daquela vez não houve como exitar.
É o maior nível que se pode alcançar da alegria.
É uma sensação de êxtase que não dá pra explicar.
Sem ele por muitas horas, nasce em mim uma agonia,
e um desejo assassino de minha vontade matar.
Bastou a primeira vez, pra me tornar seu escravo.
Ainda tentei por algum tempo dessa droga me livrar,
mas comprometi o meu futuro com o passado.
Tive uma recaída. Voltei loucamente a me drogar.
Hoje é um vício indispensável à minha sobrevivência.
Sem ele agora já não consigo escrever, nem pensar.
Só uma coisa me vem em mente, nessa minha infinita abstinência:
'Minha droga é o seu amor, e longe dele eu não consigo mais ficar' "
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terça-feira, 20 de julho de 2010
Sozinho no Escuro
"Estou aqui, sozinho no escuro.
Teu alvo e delicado vulto por mim passa.
Sozinho aqui, tua voz escuto.
Do teu corpo, apenas uma pútrefa carcaça.
A escuridão camufla o meu sofrimento.
O silêncio grita o Teu nome por mim.
A abstinência por você me corrói por dentro.
Os trovões calam essa saudade sem fim.
Essa chuva - que o alvorecer anuncia,
com seus frios pingos de amargura -
vem me consumindo com a doce melancolia
de sentir em meus braços novamente a Tua ternura."
Teu alvo e delicado vulto por mim passa.
Sozinho aqui, tua voz escuto.
Do teu corpo, apenas uma pútrefa carcaça.
A escuridão camufla o meu sofrimento.
O silêncio grita o Teu nome por mim.
A abstinência por você me corrói por dentro.
Os trovões calam essa saudade sem fim.
Essa chuva - que o alvorecer anuncia,
com seus frios pingos de amargura -
vem me consumindo com a doce melancolia
de sentir em meus braços novamente a Tua ternura."
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segunda-feira, 19 de julho de 2010
Dísticos para Amar
"Amar é um devaneio do coração.
Amar é a mais louca das ciencias.
Amar é a perda completa da razão.
Amar é um estado parcial de demência.
Amar é saber pedir perdão,
é reconhecer um erro cometido.
Amar é não conter a emoção
quando se tem um coração partido.
Amar é estar dentro de um avião
e querer chorar de saudades, feito um bebê.
Amar é querer estar sempre feliz
e, que um dia já sofri, esquecer.
Amor foi o que eu sempre quis.
Amor, encontrei o amor quando conheci você."
Amar é a mais louca das ciencias.
Amar é a perda completa da razão.
Amar é um estado parcial de demência.
Amar é saber pedir perdão,
é reconhecer um erro cometido.
Amar é não conter a emoção
quando se tem um coração partido.
Amar é estar dentro de um avião
e querer chorar de saudades, feito um bebê.
Amar é querer estar sempre feliz
e, que um dia já sofri, esquecer.
Amor foi o que eu sempre quis.
Amor, encontrei o amor quando conheci você."
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Pistoleiros da Noite (à alguns dos meu melhores amigos)
"Estamos todos travados.
Vivendo numa panacéia louca,
cantando Cazuza com uma voz semi-rouca,
e com nossos corações completamente acabados.
Tiroteio rolando solto, em plena quarta-feira.
Somos todos pistoleiros, pistoleiros da noite.
Noites de neve, noites de névoa, noites de açoite.
Somos todos mizeráveis, sem eira, nem beira.
Porém, somos todos irmãos.
Separados pela maternidade, eu sei.
E, antes que eu me esqueça, eu hei
de levar-vos, para sempre, em meu coração."
Vivendo numa panacéia louca,
cantando Cazuza com uma voz semi-rouca,
e com nossos corações completamente acabados.
Tiroteio rolando solto, em plena quarta-feira.
Somos todos pistoleiros, pistoleiros da noite.
Noites de neve, noites de névoa, noites de açoite.
Somos todos mizeráveis, sem eira, nem beira.
Porém, somos todos irmãos.
Separados pela maternidade, eu sei.
E, antes que eu me esqueça, eu hei
de levar-vos, para sempre, em meu coração."
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terça-feira, 22 de junho de 2010
Sol II
"Venho me sentindo doente, há tempos.
Talvez seja o excesso de cigarro.
Escrevo um verso... dou mais um trago...
Ou quem sabe seja apenas sofrimento
A fumaça paira sobre o ar.
Meus pensamentos param em você.
Sofro por ter que te esquecer,
mas quero pro resto da minha vida te adorar.
Tirar-te de minha cabeça é uma tortura,
mas eu quero viver, não quero amar.
De meu subconsciente não consigo te exilar,
é o mesmo que cavar a minha própria sepultura."
Talvez seja o excesso de cigarro.
Escrevo um verso... dou mais um trago...
Ou quem sabe seja apenas sofrimento
A fumaça paira sobre o ar.
Meus pensamentos param em você.
Sofro por ter que te esquecer,
mas quero pro resto da minha vida te adorar.
Tirar-te de minha cabeça é uma tortura,
mas eu quero viver, não quero amar.
De meu subconsciente não consigo te exilar,
é o mesmo que cavar a minha própria sepultura."
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quarta-feira, 9 de junho de 2010
Sol I
"Na penumbra esperei por muito tempo,
para que o Sol se pusesse, e a noite caisse.
A noite caiu. Fui o dia esquecendo.
Fui o frio conhecendo. Fui me tornando triste.
Foram longas noites, curtos dias.
Dias sem calor, sem o calor do Sol.
Dias e noites sem a minha alegria.
Noites que passei enxugando lágrimas em meu lençol.
Mas não consigo, e de volta o aceito.
E ele denovo me enlaça com seu calor,
e mais uma vez com ele me deleito.
Mas minha afinidade com o dia ainda me causa dor.
Ainda não aprendi a arte de amar.
Lamento-me pelo fato d'eu ser assim.
Indagaria ao Sol se ele não gostaria de me ensinar.
Não tenho coragem. E minha dúvida não tem fim:
E então, Sol, o que queres de mim?"
para que o Sol se pusesse, e a noite caisse.
A noite caiu. Fui o dia esquecendo.
Fui o frio conhecendo. Fui me tornando triste.
Foram longas noites, curtos dias.
Dias sem calor, sem o calor do Sol.
Dias e noites sem a minha alegria.
Noites que passei enxugando lágrimas em meu lençol.
Mas não consigo, e de volta o aceito.
E ele denovo me enlaça com seu calor,
e mais uma vez com ele me deleito.
Mas minha afinidade com o dia ainda me causa dor.
Ainda não aprendi a arte de amar.
Lamento-me pelo fato d'eu ser assim.
Indagaria ao Sol se ele não gostaria de me ensinar.
Não tenho coragem. E minha dúvida não tem fim:
E então, Sol, o que queres de mim?"
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Nuvens Solitárias
"As nuvens solitárias, vem o amanhecer trazendo.
E com elas, tímidos raios de sol se aproximam.
Os odores do sombrio orvalho desta manhã me fascinam.
O alvorecer vai com sua magia, a noite esquecendo.
As nuvens solitárias, observando-nos das alturas,
analizando minuciosamente nossos amores,
para que consigam suportar todas as suas dores,
e para que estas não ofusquem sua alvura.
As nuvens solitárias, todavia, podem amar.
Mesmo que nos estudem, ninguém que ama é feliz.
Eu, por exemplo, sou o produto de tudo o que fiz.
Sou o carrasco do meu próprio penar.
As nuvens solitárias, em sua alvura imensa,
traduzem em trovões, um urro doloroso e desesperado.
E suas lágrimas percorrem o meu telhado:
uma chuva suave, fria e densa."
E com elas, tímidos raios de sol se aproximam.
Os odores do sombrio orvalho desta manhã me fascinam.
O alvorecer vai com sua magia, a noite esquecendo.
As nuvens solitárias, observando-nos das alturas,
analizando minuciosamente nossos amores,
para que consigam suportar todas as suas dores,
e para que estas não ofusquem sua alvura.
As nuvens solitárias, todavia, podem amar.
Mesmo que nos estudem, ninguém que ama é feliz.
Eu, por exemplo, sou o produto de tudo o que fiz.
Sou o carrasco do meu próprio penar.
As nuvens solitárias, em sua alvura imensa,
traduzem em trovões, um urro doloroso e desesperado.
E suas lágrimas percorrem o meu telhado:
uma chuva suave, fria e densa."
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ucla b. abrantes
quinta-feira, 13 de maio de 2010
Explosão de Sentimentos III
"A boca seca, sedenta por teu néctar.
O gosto amargo do ardente amor, em meu peito.
O amor que intensamente vivo, e que me afeta.
A poeirenta fumaça que páira sobre o meu leito.
A vontade que tenho de ouvir tua voz por horas à fio.
O medo que sinto, quando penso em ti, me sobe à cabeça.
O quanto quero que você seja o refúgio pro meu frio.
A insegurança insiste para que de ti eu me esqueça.
A névoa de pensamentos que me atormenta a vida.
O pântano de emoções em que afundo,vagarosamente.
O furacão de memórias que reabre todas as minhas feridas.
A explosão de sentimentos, que só quem ama sente."
O gosto amargo do ardente amor, em meu peito.
O amor que intensamente vivo, e que me afeta.
A poeirenta fumaça que páira sobre o meu leito.
A vontade que tenho de ouvir tua voz por horas à fio.
O medo que sinto, quando penso em ti, me sobe à cabeça.
O quanto quero que você seja o refúgio pro meu frio.
A insegurança insiste para que de ti eu me esqueça.
A névoa de pensamentos que me atormenta a vida.
O pântano de emoções em que afundo,vagarosamente.
O furacão de memórias que reabre todas as minhas feridas.
A explosão de sentimentos, que só quem ama sente."
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